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Eutanásia

janeiro 7, 2010

 Este é um tema polêmico e que pode suscitar muita controvérsia, mesmo porque não envolve simplesmente a parte técnica da medicina veterinária, envolve também questões culturais, pessoais e religiosas, além também de envolver a questão sentimental, já que cães e gatos são considerados membros da família.

Eu acredito na eutanásia como um meio de aliviar um sofrimento extremo de um animal, e que não se pode aliviar com os métodos terapêuticas convencionais. Mas desde que seja  praticado por um profissional devidamente apto, ou seja, o médico veterinário.

A eutanásia é um último recurso considerado terapêutico, usado para aliviar o animal de uma dor ou sofrimento irremediável,do qual se tem certeza de que ele não se recuperará e não um meio de os donos que querem se  livrar de um incômodo A retirada da vida de um animal por qualquer motivo que seja e não vise ao alívio de algum sofrimento recebe outro nome: assassinato.

O procedimento da Eutanásia deve ser um procedimento indolor e sem sofrimento. É aplicado um anestésico potente e quando o animal está no plano mais profundo da anestesia é aplicada a substância que provoca a parada cardíada e respiratória. O animal portanto “dorme profundamente” !

Agradeço muito a Deus por não ter precisado realizar muitas eutanásias e continuo pedindo para não precisar me deparar com essa situação, mas sei que nos casos em que animais em estado terminal forem eutanasiados para evitar-lhes sofrimento, quem os ama isso decide por amor.

– A eutanásia deve ser indicada quando o bem-estar do animal estiver ameaçado, sendo um meio de eliminar a dor, o distresse ou o sofrimento dos animais, os quais não podem ser aliviados por meio de analgésicos, de sedativos ou de outros tratamentos, ou, ainda, quando o animal constituir ameaça à saúde pública ou animal, ou for objeto de ensino ou pesquisa.

– É obrigatória a participação do Médico Veterinário como responsável pela eutanásia em todas as pesquisas que envolvam animais.

– Permitir que o proprietário do animal assista à eutanásia, sempre que este assim o desejar.- Os animais deverão ser submetidos à eutanásia em ambiente tranquilo e adequado, longe de outros animais e do alojamento dos mesmos.-  A eutanásia deverá ser realizada segundo legislação municipal, estadual e federal, no que se refere à compra e armazenamento de drogas, saúde ocupacional e a eliminação de cadáveres e carcaças.

– Os procedimentos de eutanásia, se mal empregados, estão sujeitos à legislação federal de crimes ambientais.

– A escolha do método dependerá da espécie animal envolvida, dos meios disponíveis para a contenção dos animais, da habilidade técnica do executor, do número de animais e, no caso de experimentação animal, do protocolo de estudo, devendo ainda o método ser:- Os procedimentos de eutanásia são de exclusiva responsabilidade do médico veterinário.

– Métodos recomendados são aqueles que produzem consistentemente uma morte humanitária, quando usados como métodos únicos de eutanásia.

– Métodos aceitos sob restrição são aqueles que, por sua natureza técnica ou por possuírem um maior potencial de erro por parte do executor ou por apresentarem problemas de segurança, podem não produzir consistentemente uma morte humanitária, ou ainda por se constituírem em métodos não bem documentados na literatura científica. Tais métodos devem ser empregados somente diante da total impossibilidade do uso dos métodos recomendados constantes do anexo I desta Resolução.

– São considerados métodos inaceitáveis:I – Embolia Gasosa;

II – Traumatismo Craniano;

III – Incineração in vivo;

IV – Hidrato de Cloral (para pequenos animais);

V – Clorofórmio;

VI – Gás Cianídrico e Cianuretos;

VII – Descompressão;

VIII – Afogamento;

IX – Exsanguinação (sem sedação prévia);

X – Imersão em Formol;

XI – Bloqueadores Neuromusculares (uso isolado de nicotina, sulfato de magnésio, cloreto de potássio e todos os curarizantes);

XII – Estricnina. (Fonte: CRMV)

Entrou em vigor em abril de 2008, a lei sancionada pelo governador José Serra (PSDB) que proíbe a eutanásia em animais saudáveis nos 645 municípios do Estado. Agora, caberá as prefeituras realizar ações de castração e de adoção para os bichos em boas condições de saúde.Nela legislação, até os animais ferozes e pit bulls terão chances de sobrevivência. Esses animais não mais poderão ser sacrificados de imediato, como acontece atualmente. Os cães com esse perfil deverão ser socializados e colocados para a adoção, como por exemplo, em empresas de segurança. Se nada disso der certo, poderão ser mortos depois de 90 dias, exceção que prevê a legislação.

Achei muito interessante essa Lei, muitos outros estados poderiam seguir esse exemplo!